quinta-feira, 22 de março de 2012

Oração pela Criança

A Rede Global de Religiões pelas Crianças - GNRC propõe
um dia no ano de oração e ação. A data é 20 de novembro,
aniversário da Convenção sobre os Direitos da Criança.
Nas comunidades do Brasil, propomos que as iniciativas
aconteçam na semana de 15 a 22 de novembro de 2009

Senhor da Vida, que nossas crianças sejam como Vós o desejais!
Que nossa FÉ ajude a buscar mais dignidade e qualidade de vida para
as crianças de nossa comunidade, cidade, do Brasil e do mundo.

Senhor, em muitos lugares a idolatria da riqueza é uma ameaça para a paz.
Nosso planeta está cada vez mais explorado e poluído, e as crianças são as
primeiras a sofrer quando o egoísmo toma conta do coração das pessoas.
Dá-nos coragem para mudar esta história!

Ajudai-nos a lutar contra as causas que promovem o empobrecimento,
a injustiça e a opressão das crianças e suas famílias.
Dai-nos força para impedir que hoje meninas e meninos sejam explorados,
forçados a trabalhar e envolver-se com drogas,
dormir e acordar com fome e sede, não tenham escola para estudar,
espaço seguro para brincar e morram por causas que podem ser prevenidas.

Queremos o bem-estar da criança e o respeito aos seus direitos.
Vamos protegê-la durante toda a sua vida, que é sagrada.
Que o Teu espírito nos ilumine para cuidar da criança desde o ventre da mãe,
e garantir os seus direitos de cidadania. Que ela receba as vacinas e leite materno,
alimentação adequada, água limpa, oportunidades para se desenvolver plenamente.

Senhor da Vida, junto com nossas crianças, em uma só voz,
agradecemos todo o bem que foi feito por tantas pessoas de boa vontade.
Nossa força está em TI, que nos leva a ação para construir um mundo
no qual a criança possa ter vida, e vida em abundância!
Amém!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Atualidade

Esta semana o governo deve anunciar uma série de medidas destinadas a proteger e impulsionar a indústria brasileira, cuja participação no PIB definha. Viável ou não, a retomada da agenda desenvolvimentista e o resgate do Estado-nação refletem uma tarefa incontornável, em relação à qual boa parte do pensamento progressista não alimenta dúvidas: é preciso repor a supremacia da política e da democracia sobre a hegemonia dos mercados e das finanças desreguladas.
Saul Leblon

   Esta semana o governo deve anunciar uma série de medidas destinadas a proteger e impulsionar a indústria brasileira, cuja participação no PIB definha: caiu de 16,5% para algo como 14,3% entre 2010 e 2011; no final dos anos 90 essa fatia correspondia a 30% do PIB.
As causas desse declínio são objeto de debate entre correntes distintas do pensamento econômico. Grosso modo, neoliberais apontam o 'custo Brasil' como origem da falta de competitividade do manufaturado brasileiro. Para superar o estrangulamento industrial seria necessário, prioritariamente, segundo os expoentes desse credo, melhorar a infraestrutura do país, reduzir impostos (leia-se cortar gastos públicos e recuar o papel do Estado na economia) , bem como promover uma reforma trabalhista para cortar direitos e despesas da folha. O conjunto seria arrematado com u a queda dos juros (de novo, só possível, de acordo com essa visão, se o setor público reduzir a participação no mercado financeiro como tomador).
A escola de pensamento heterodoxa, a exemplo da esquerda, concorda que a infraestrutura do país precisa ser fortalecida e prescreve pesados investimentos públicos nessa direção, a exemplo do que se faz parcialmente com o PAC. Mas diverge que seja esse o ponto de urgência imediata. O torniquete a desatar imediatamente, no seu entender, seria a combinação perversa de desequilíbrio cambial e monetário (leia-se a endogamia entre juros altos e câmbio valorizado) que transformou o país num grande ralo do excesso de liquidez mundial. Essa drenagem indigesta desequilibra o câmbio e sufoca a indústria em duas frentes: pela concorrência devastadora dos bens importados e, simultaneamente, pela anemia exportadora da cadeia de manufaturados.
Em apenas seis anos, a balança comercial de manufaturados saiu de um superávit de US$ 5 bi, em 2006, para um déficit de US$ 92 bi em 2011.
O quadro tende a se agravar. O 'tsunami de liquidez', denunciado pela Presidenta Dilma Rousseff, forma por enquanto apenas as suas primeiras marolas nas praias tropicais. Teme-se que a 'solução' do impasse grego encoraje bancos e especuladores em geral a sacarem, a partir de agora e em ritmo crescente, a chuva de dinheiro barato que receberam das autoridades monetárias de seus países. Por enquanto, esse oceano da ordem de cinco trilhões de euros empoçado na zona do euro, por exemplo, está guardado nos diques do próprio BCE. Ao ser liberado, formará um jorro devastador em busca de operações lucrativas nos mercados ditos emergentes.
O debate sobre o que fazer guarda aparência técnica e não raro é tratado de forma tecnocrática, à direita mas também por setores da própria esquerda. Na realidade, porém, sua essência é visceralmente política.

A grande interrogação é saber se os Estados nacionais, amarrotados e jogados no fundo da gaveta da história pelo vagalhão neoliberal das últimas décadas tem sobrevida e nervura política para liderar a resistência ao imperialismo monetário emitido das burras dos mercados ricos, em benefício de seus bancos, do seu mercado de trabalho, dos fundos especulativos e corporações.
A dúvida remete a um subtexto de debate que de alguma forma já se trava na academia: existe desenvolvimentismo possível no mundo pós-neoliberal?
Um texto provocativo de autoria do professor José Luís Fiori sugere que não. Mas mereceu reparos no blog do economista Fernando Nogueira da Costa, professor da Unicamp, vice presidente da Caixa Economica Federal no governo Lula (2003-2007). As observações de Nogueira da Costa levantam questões interessantes para um debate necessário e oportuno. Outro contraponto provocativo vem do economista norte-americano Dani Rodrik que, recentemente, em artigo publicado no site Syndicate, defendeu a urgência de se retomar a agenda do Estado nação como única alternativa concreta à desordem gerada pela crise neoliberal.
Viável ou não, a retomada da agenda desenvolvimentista e o resgate do Estado-nação refletem uma tarefa incontornável, em relação à qual boa parte do pensamento progressista não alimenta dúvidas: é preciso repor a supremacia da política e da democracia sobre a hegemonia dos mercados e das finanças desreguladas. Esse é o tema de um valioso artigo do sociólogo italiano Franco Cassano, professor da Universidade de Bari, publicado originalmente no jornal La Repubblica, cuja tradução, feita pelo IHU, publicamos também nesta página.

http://www.cartamaior.com.br/templates/index.cfm

sexta-feira, 9 de março de 2012

terça-feira, 6 de março de 2012


SINDICATO NACIONAL DOS DOCENTES DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR 
Nº 214 - Brasília-DF, 01 de março de 2012 - www.andes.org.br
Câmara aprova privatização da previdência dos servidores públicos
Apesar de toda a pressão contrária exercida pelo ANDES-SN e pelo conjunto dos servidores públicos, os deputados federais aprovaram, na noite desta terça-feira (28), o projeto de lei 1992/07, que cria o Fundo de Previdência dos Servidores Públicos (Funpresp), abrindo caminho para a privatização da previdência do funcionalismo público. O PL foi aprovado com 318 votos a favor, 134 contrários e 2 abstenções, totalizando 454 parlamentares.
Deputado garante ao ANDES-SN que entregará parecer do PL 2203/11 até dia 20
O deputado Ronaldo Nogueira (PTB-RS) garantiu aos diretores do ANDES-SN que entregará seu aparecer sobre o PL 2203/2011 à Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (Ctasp). O compromisso foi firmado em reunião realizada nesta quinta-feira (1).
ANDES-SN protocola pauta de reivindicação dos docentes das Ifes
Cumprindo a deliberação do 31º Congresso, o ANDES-SN protocolou nesta sexta-feira a pauta de reivindicações específicas dos docentes das Instituições Federais de Ensino, junto aos mistérios do Planejamento e da Educação.
Parlamentar aciona STF contra privatização da previdência
Alegando a inadequação orçamentária do PL 1992/07, o deputado João Dado (PDT-SP) entrou com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para anular a aprovação do projeto.
Setores se reúnem nos próximos dias para encaminhar deliberações do Congresso
Os docentes representantes de seções sindicais do ANDES-SN, aglutinados por setores Federal, Estadual/Municipal e Particular, se reunirão nos próximos dias para encaminhar as deliberações do 31º Congresso de Manaus. Nas reuniões, os docentes devem traçar estratégias de enfrentamento e ainda ações para efetivar os planos de lutas específicos de cada setor.
Deputado quer apresentar relatório final sobre PNE até dia 20
O relator do Plano Nacional de Educação 2011-2020 (PL 8035/10), deputado Ângelo Vanhoni (PT/PR), disse na tarde desta terça-feira (28) que pretende apresentar o seu relatório até o dia 20 de março.
Seminário da CNESF debate previdência complementar e direito de greve 
A Coordenação Nacional das Entidades dos Servidores Federais (Cnesf) promove nesta sábado (3), em Brasília, um seminário nacional que vai discutir o projeto de lei 1992/07, que privatiza a previdência dos servidores públicos, e a negociação coletiva dos servidores públicos. O evento ocorre em um momento crucial para a categoria, já que o PL foi aprovado esta semana pela Câmara dos Deputados e o governo ameaça, recorrentemente, restringir o direito de greve dos servidores.
Seções Sindicais
Servidores da Aduepb realizam assembleia nesta sexta (2)
Uma queda de braços entre o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB) e a reitora da Universidade Estadual da Paraíba (Uepb), Marlene Luna, está prejudicando os docentes, servidores administrativos e estudantes da Universidade. A situação levou a Associação dos Docentes da Universidade Estadual da Paraíba (Aduepb) a convocar para a próxima sexta-feira (2) uma assembleia que tem como pauta, além dos informes, a autonomia da UEPB e a campanha salarial 2011/2012.
Outras Lutas
Camponeses lançam manifesto pela Reforma Agrária após encontro histórico
Os movimentos sociais do campo, que fizeram uma reunião no começo desta semana em Brasília, lançaram um manifesto em defesa da Reforma Agrária, do desenvolvimento rural com o fim das desigualdades, da produção e acesso a alimentos saudáveis, da agroecologia e da garantia e ampliação de direitos sociais aos trabalhadores rurais.