Para apagar o incêndio
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Por Rodrigo Martins e Tory Oliveira
As escolas da rede pública tiraram nota 3,4 no Ideb de 2011, o mesmo índice de dois anos atrás. Foto: Gilson Teixeira/D. A. Press
Após a divulgação dos vexatórios resultados do ensino médio na última edição do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o Ministério da Educação planeja uma ampla modernização do currículo, com a integração das diversas disciplinas em grandes áreas do conhecimento. Na terça-feira 21, o ministro Aloizio Mercadante reuniu-se com os secretários estaduais da área e propôs a criação de um grupo de trabalho para estudar a proposta, inspirada no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que organiza as matrizes curriculares em quatro grupos: linguagens, matemática, ciências humanas e da natureza e suas tecnologias.
“Hoje, o ensino médio tem uma estrutura curricular enciclopédica. São, no mínimo, 13 disciplinas obrigatórias, que podem chegar a 20 se incluirmos as optativas. Com apenas quatro horas de aula por dia é muito difícil para o aluno integrar esse conteúdo, sistematizar essas informações”, afirma o ministro Mercadante em entrevista a CartaCapital. “O ideal seria que todas as escolas funcionassem em período integral, como ocorre nos países desenvolvidos. Queremos trilhar esse caminho, mas o currículo também deve ser repensado.”
A situação realmente exige uma intervenção drástica. Com escala de 0 a 10, o Ideb considera o desempenho dos alunos em português e matemática, além da taxa de aprovação dos estudantes. Divulgada a cada dois anos, a nota das escolas da rede pública de ensino médio ficou estagnada em 3,4 em 2011. Ainda que esteja dentro da meta, o índice permanece o mesmo de 2009. Pior: dos 27 estados da Federação, 11 não alcançaram as notas propostas para o ano passado no ensino médio como um todo, público e particular. Em alguns deles houve retrocesso, como Alagoas (que caiu de 3,1 para 2,9), Espírito Santo (3,8 para 3,6) e Rio Grande do Sul (3,9 para 3,7).
É verdade que a qualidade do ensino não é o único desafio. O Brasil nem sequer conseguiu universalizar o acesso a essa etapa da educação. Dos mais de 10,5 milhões de jovens de 15 a 17 anos, pouco mais da metade (5,4 milhões) cursa o ensino médio. Existem ao menos 3,9 milhões de estudantes dessa faixa etária no ensino fundamental, portanto, defasados nos estudos. Outros 978 mil estão fora da escola, dos quais 166,8 mil são analfabetos. Mas o esforço para atender à demanda, que continuará crescente ao menos até 2020, conforme as projeções do IBGE, não pode inviabilizar as iniciativas para melhorar a aprendizagem.
Tempo. Mercadante quer aumentar a permanência dos estudantes em sala de aula. Foto: Dida Sampaio/AE
A proposta de reorganização curricular não é nova. Em 2011, o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou diretrizes curriculares do ensino médio que propõem uma flexibilização do formato atual. “Não se trata de reduzir o número de disciplinas ou conteúdos que os alunos vão aprender. Ao contrário, a ideia é aprofundar componentes curriculares de forma integrada”, explica o secretário nacional de Educação Básica, César Callegari.
Para exemplificar, Callegari cita a estrutura do Enem, que exige dos alunos uma abordagem multidisciplinar para a resolução dos problemas propostos. Uma questão de química, por exemplo, pode exigir o uso de ferramentas da matemática ou conceitos de física. “O Enem é um instrumento de avaliação, mas propõe uma estrutura de relacionamento dos conteúdos. Hoje, 86% dos alunos estão na rede estadual e 12% na privada. Mas o MEC pode induzir e apoiar financeiramente as redes de ensino dispostas a adotar um currículo mais flexível.”
Na teoria, a proposta parece boa. O problema é a difícil adequação à realidade da maioria das escolas. “Não adianta mudar a organização do currículo sem capacitar o professor. Temos 2 milhões de professores da educação básica em atividade que precisam se adaptar a esta nova concepção”, afirma Edson Melo, diretor do Departamento de Políticas Educacionais do Amazonas. Penúltimo colocado no ranking do Ideb em 2005, com nota 2,3, o estado avançou para a nona colocação do ranking nacional com a nota 3,4 no ano passado, antecipando a meta de 2015. “Não é apenas um fator que explica esse salto de qualidade, mas um dos principais foi a capacitação de professores e gestores escolares. O problema essencial é esse, não o currículo.”
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Professor da Faculdade de Educação da USP, Nilson Machado acredita que uma mudança curricular será inócua, ou mesmo prejudicial. “Se colocar um professor de física para dar uma aula de química ou biologia, ele dará aula de física. Dificilmente vai se abrir para outras disciplinas.” Para resolver os múltiplos problemas do ensino médio, avalia Machado, seria preciso mudar a organização da escola, dividindo o espaço reservado para a aula com outras atividades capazes de integrar os conteúdos. “Não adianta fundir as disciplinas por decreto.”
O ensino médio, destacam especialistas, sofre há tempos de uma crise de identidade. A começar pela sua função: formar cidadãos, promover a iniciação no mundo do trabalho ou meramente preparar estudantes para a faculdade? Outros problemas são históricos. Segundo Luís Carlos de Menezes, professor do Instituto de Física da USP e ex-coordenador da área de Ciências da Natureza e Matemática dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), a fragmentação disciplinar é uma herança da divisão existente no ensino superior. “A academia está atrasada, forma professores que repetem em sala de aula o formato aprendido na graduação.”
Exemplo. Em Pernambuco, as escolas em tempo integral tiveram desempenho bem melhor. Foto: Ademar Filho
Menezes avalia, porém, que a mudança poderia ter o efeito benéfico de fixar o docente na mesma escola. Hoje, um professor de física, por exemplo, tem de se dividir entre várias unidades de ensino para cumprir sua carga horária. A proposta amplia ainda o debate sobre o ensino médio, que tem sido relegado a segundo plano. “A proposta do MEC cria uma tensão boa, necessária, mas essa tensão não se resolve por si só.”
Os governos têm dado mais ênfase ao ensino fundamental que ao médio, até porque os problemas de aprendizagem nos anos iniciais de formação acabam por comprometer o desempenho do aluno por toda a vida escolar. Prova disso é a diferença do investimento por aluno nas diferentes etapas do ensino. Se até 2000 o gasto per capita com estudantes da educação básica era bastante similar, em 2010 a diferença tornou-se significativa. O poder público investe, em média, 3.905 reais para cada estudante do 5º ao 9º ano do fundamental, e apenas 2.960 reais num aluno do ensino médio. A evolução das notas do Ideb parece ter seguido essa lógica.
Enquanto o Ministério da Educação propõe a substituição da Prova Brasil pelo Enem para o cálculo do Ideb no ensino médio, alguns especialistas como Dermeval Saviani, professor aposentado da Unicamp, criticam a excessiva influência das avaliações nas políticas públicas. “Hoje, todos os níveis de ensino estão voltados para avaliações. Provinha Brasil, Prova Brasil, Enem, Enade. As escolas estão se organizando para obter pontos nos exames, e não para formar as crianças e jovens”, afirma. “Diversos municípios dispensam os livros didáticos do MEC, distribuídos gratuitamente e avaliados por comissões de nível superior, e gastam recursos para comprar pacotes dos chamados sistemas de ensino particulares. Na avaliação das prefeituras, os pacotes permitem que as escolas aumentem 1 pontinho no Ideb. E os livros do MEC não treinam para os testes.”
Mercadante afirma que o ensino médio só terá um salto de qualidade quando aumentar o tempo de permanência dos alunos em sala de aula. Pernambuco, por exemplo, criou as chamadas “escolas de referência”, com ensino regular e profissionalizante em período integral ou semi-integral. Dos 350 mil alunos do ensino médio, 110 mil estudam das 7h30 da manhã às 5 da tarde. Os resultados são interessantes. Enquanto a média das escolas comuns ficou em 3 pontos no Ideb, aquela das unidades de referência chegou a 4,6. “Os países que tiveram um salto de qualidade adotaram o ensino integral. Esse é o caminho, mas custa caro”, afirma o secretário de Educação pernambucano, Anderson Gomes.
As escolas da rede federal funcionam dessa forma, mas representam 1% do universo do ensino médio. E a maioria das instituições da rede estadual, principal responsável pela última etapa da educação básica, oferece apenas quatro horas diárias de aulas. “Pelo programa Ensino Médio Inovador, temos 2 mil escolas que ampliaram a jornada para cinco horas neste ano. Não é tempo integral, mas é um avanço”, diz o ministro.
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CONTEÚDOS QUE MAIS SE REPETEM NO ENEM SEGUNDO A REVISTA VEJA
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"Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão"
Dicas sobre o ENEM
Na data da prova:
Os portões de acesso abrem às 12h e fecham às 13h. Recomenda-se que todos os participantes cheguem ao local de prova até as 12h (horário oficial de Brasília).
Como são as provas
O Enem é composto por quatro provas objetivas com 45 questões cada e uma redação.
Confira os dias da prova:
3 de novembro de 2012 (1º dia):
- Ciências Humanas e suas Tecnologias e;
- Ciências da Natureza e suas Tecnologias.
Tempo para a prova: 4h30
4 de novembro de 2012 (2º dia):
- Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Redação e;
- Matemática e suas Tecnologias.
Tempo para a prova: 5h30
Cartão de confirmação
O Cartão de Confirmação da Inscrição será enviado para o endereço informado pelo participante no ato da inscrição até o dia 26 de de outubro. Também é possível imprimir o Cartão de Confirmação por meio da página de acompanhamento da inscrição, no site do Inep.
No Cartão de Confirmação da Inscrição constam informações como o número da inscrição, data, hora e local de realização das provas, a indicação de necessidade de atendimentos diferenciados ou específicos, a opção de língua estrangeira e a solicitação de certificação do Ensino Médio.
IMPORTANTE!
- Verificar com antecedência, na página de acompanhamento do Enem, a validação da inscrição e o local de realização das provas.
- Fazer o trajeto até o local de prova antes da data do Exame.
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O NAVIO NEGREIRO
Castro Alves
I
'Stamos em pleno mar... Doudo no espaço Brinca o luar — dourada borboleta; E as vagas após ele correm... cansam Como turba de infantes inquieta.
'Stamos em pleno mar... Do firmamento Os astros saltam como espumas de ouro... O mar em troca acende as ardentias, — Constelações do líquido tesouro...
'Stamos em pleno mar... Dois infinitos Ali se estreitam num abraço insano, Azuis, dourados, plácidos, sublimes... Qual dos dous é o céu? qual o oceano?...
'Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas Ao quente arfar das virações marinhas, Veleiro brigue corre à flor dos mares, Como roçam na vaga as andorinhas...
Donde vem? onde vai? Das naus errantes Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço? Neste saara os corcéis o pó levantam, Galopam, voam, mas não deixam traço.
Bem feliz quem ali pode nest'hora Sentir deste painel a majestade! Embaixo — o mar em cima — o firmamento... E no mar e no céu — a imensidade!
Oh! que doce harmonia traz-me a brisa! Que música suave ao longe soa! Meu Deus! como é sublime um canto ardente
Pelas vagas sem fim boiando à toa!
Homens do mar! ó rudes marinheiros, Tostados pelo sol dos quatro mundos! Crianças que a procela acalentara No berço destes pélagos profundos!
Esperai! esperai! deixai que eu beba Esta selvagem, livre poesia Orquestra — é o mar, que ruge pela proa, E o vento, que nas cordas assobia... ..........................................................
Por que foges assim, barco ligeiro? Por que foges do pávido poeta? Oh! quem me dera acompanhar-te a esteira Que semelha no mar — doudo cometa!
Albatroz! Albatroz! águia do oceano, Tu que dormes das nuvens entre as gazas, Sacode as penas, Leviathan do espaço, Albatroz! Albatroz! dá-me estas asas.
II
Que importa do nauta o berço, Donde é filho, qual seu lar? Ama a cadência do verso Que lhe ensina o velho mar! Cantai! que a morte é divina! Resvala o brigue à bolina Como golfinho veloz. Presa ao mastro da mezena Saudosa bandeira acena As vagas que deixa após.
Do Espanhol as cantilenas Requebradas de langor, Lembram as moças morenas, As andaluzas em flor! Da Itália o filho indolente Canta Veneza dormente, — Terra de amor e traição, Ou do golfo no regaço Relembra os versos de Tasso, Junto às lavas do vulcão!
O Inglês — marinheiro frio, Que ao nascer no mar se achou, (Porque a Inglaterra é um navio, Que Deus na Mancha ancorou), Rijo entoa pátrias glórias, Lembrando, orgulhoso, histórias De Nelson e de Aboukir.. . O Francês — predestinado —
Canta os louros do passado E os loureiros do porvir!
Os marinheiros Helenos, Que a vaga jônia criou, Belos piratas morenos Do mar que Ulisses cortou, Homens que Fídias talhara, Vão cantando em noite clara Versos que Homero gemeu ... Nautas de todas as plagas, Vós sabeis achar nas vagas As melodias do céu! ...
III
Desce do espaço imenso, ó águia do oceano! Desce mais ... inda mais... não pode olhar humano Como o teu mergulhar no brigue voador! Mas que vejo eu aí... Que quadro d'amarguras! É canto funeral! ... Que tétricas figuras! ... Que cena infame e vil... Meu Deus! Meu Deus! Que horror!
IV
Era um sonho dantesco... o tombadilho Que das luzernas avermelha o brilho. Em sangue a se banhar. Tinir de ferros... estalar de açoite... Legiões de homens negros como a noite, Horrendos a dançar...
Negras mulheres, suspendendo às tetas Magras crianças, cujas bocas pretas Rega o sangue das mães: Outras moças, mas nuas e espantadas, No turbilhão de espectros arrastadas, Em ânsia e mágoa vãs!
E ri-se a orquestra irônica, estridente... E da ronda fantástica a serpente Faz doudas espirais ... Se o velho arqueja, se no chão resvala, Ouvem-se gritos... o chicote estala. E voam mais e mais...
Presa nos elos de uma só cadeia, A multidão faminta cambaleia, E chora e dança ali! Um de raiva delira, outro enlouquece, Outro, que martírios embrutece, Cantando, geme e ri!
No entanto o capitão manda a manobra, E após fitando o céu que se desdobra, Tão puro sobre o mar, Diz do fumo entre os densos nevoeiros: "Vibrai rijo o chicote, marinheiros! Fazei-os mais dançar!..." E ri-se a orquestra irônica, estridente. . . E da ronda fantástica a serpente Faz doudas espirais... Qual um sonho dantesco as sombras voam!... Gritos, ais, maldições, preces ressoam! E ri-se Satanás!...
V
Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós, Senhor Deus! Se é loucura... se é verdade Tanto horror perante os céus?! Ó mar, por que não apagas Co'a esponja de tuas vagas De teu manto este borrão?... Astros! noites! tempestades! Rolai das imensidades! Varrei os mares, tufão!
Quem são estes desgraçados Que não encontram em vós Mais que o rir calmo da turba Que excita a fúria do algoz? Quem são? Se a estrela se cala, Se a vaga à pressa resvala Como um cúmplice fugaz, Perante a noite confusa... Dize-o tu, severa Musa, Musa libérrima, audaz!...
São os filhos do deserto, Onde a terra esposa a luz. Onde vive em campo aberto A tribo dos homens nus... São os guerreiros ousados Que com os tigres mosqueados Combatem na solidão. Ontem simples, fortes, bravos. Hoje míseros escravos, Sem luz, sem ar, sem razão. . .
São mulheres desgraçadas, Como Agar o foi também. Que sedentas, alquebradas, De longe... bem longe vêm... Trazendo com tíbios passos, Filhos e algemas nos braços,
N'alma — lágrimas e fel... Como Agar sofrendo tanto, Que nem o leite de pranto Têm que dar para Ismael.
Lá nas areias infindas, Das palmeiras no país, Nasceram crianças lindas, Viveram moças gentis... Passa um dia a caravana, Quando a virgem na cabana Cisma da noite nos véus ... ... Adeus, ó choça do monte, ... Adeus, palmeiras da fonte!... ... Adeus, amores... adeus!...
Depois, o areal extenso... Depois, o oceano de pó. Depois no horizonte imenso Desertos... desertos só... E a fome, o cansaço, a sede... Ai! quanto infeliz que cede, E cai p'ra não mais s'erguer!... Vaga um lugar na cadeia, Mas o chacal sobre a areia Acha um corpo que roer.
Ontem a Serra Leoa, A guerra, a caça ao leão, O sono dormido à toa Sob as tendas d'amplidão! Hoje... o porão negro, fundo, Infecto, apertado, imundo, Tendo a peste por jaguar... E o sono sempre cortado Pelo arranco de um finado, E o baque de um corpo ao mar...
Ontem plena liberdade, A vontade por poder... Hoje... cúm'lo de maldade, Nem são livres p'ra morrer. . Prende-os a mesma corrente — Férrea, lúgubre serpente — Nas roscas da escravidão. E assim zombando da morte, Dança a lúgubre coorte Ao som do açoute... Irrisão!...
Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós, Senhor Deus, Se eu deliro... ou se é verdade Tanto horror perante os céus?!... Ó mar, por que não apagas Co'a esponja de tuas vagas Do teu manto este borrão? Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades! Varrei os mares, tufão! ...
VI
Existe um povo que a bandeira empresta P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!... E deixa-a transformar-se nessa festa Em manto impuro de bacante fria!... Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta, Que impudente na gávea tripudia? Silêncio. Musa... chora, e chora tanto Que o pavilhão se lave no teu pranto! ...
Auriverde pendão de minha terra, Que a brisa do Brasil beija e balança, Estandarte que a luz do sol encerra E as promessas divinas da esperança... Tu que, da liberdade após a guerra, Foste hasteado dos heróis na lança Antes te houvessem roto na batalha, Que servires a um povo de mortalha!...
Fatalidade atroz que a mente esmaga! Extingue nesta hora o brigue imundo O trilho que Colombo abriu nas vagas, Como um íris no pélago profundo! Mas é infâmia demais! ... Da etérea plaga Levantai-vos, heróis do Novo Mundo! Andrada! arranca esse pendão dos ares! Colombo! fecha a porta dos teus mares!
FIM
O Navio Negreiro, de Castro Alves
Texto proveniente de: Biblioteca Virtual do Estudante de Língua Portuguesa
A Escola do Futuro da Universidade de São Paulo
Permitido o uso apenas para fins educacionais.
Texto-base digitalizado por:
Jornal da Poesia - http://www.e-net.com.br/seges/poesia.html
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