21/09/2011 19h26 - Atualizado em 21/09/2011 19h31
Americano tenta último recurso no Supremo a menos de 2 h da execução
Advogados recorreram após Corte Superior da Geórgia rejeitar recursos.
Execução de Troy Davis, condenado por homicídio, está prevista para 20h.
Execução de Troy Davis, condenado por homicídio, está prevista para 20h.
A Corte Superior do Condado da Geórgia, no sudeste dos Estados Unidos, rejeitou nesta quarta-feira (21) o recurso apresentado pelo condenado à morte Troy Davis, que deve ser executado na mesma noite, confirmou um dos advogados do homem, anunciando que entrou com recurso no Supremo Tribunal dos Estados Unidos, 90 minutos antes do horário previsto para a execução.
Os dois recursos apresentados à Corte Suprema da Geórgia foram negados, segundo documentos judiciais.
O juiz Thomas Wilson "rejeitou" os recursos apresentados na manhã desta quarta, e "agora vamos apelar à Suprema Corte", disse o advogado Brian Kemmer pouco antes de anunciar que o recurso havia sido protocolado na Suprema Corte. Está programada para as 19h locais (20h em Brasília) a injeção letal em Troy Davis, condenado à morte em 1991 pelo assassinato de um policial.
Davis, cujo caso provocou uma onda de protestos em todo o mundo, apresentou na manhã de hoje dois recursos para evitar sua execução, insistindo sobre sua inocência e nas diversas dúvidas provocadas pelo processo judicial.
Um recurso de habeas corpus e outro para deter a execução foram apresentados na Corte Superior do condado de Butts, na Geórgia, que esta tarde rejeitou as duas medidas.
Após saber da decisão do Comitê de Indultos da Geórgia, que negou seu pedido de clemência, Davis solicitou na terça-feira (20) para ser submetido a um detector de mentiras, o que também foi negado.
No corredor da morte há 20 anos pelo assassinato do policial branco Mark MacPhail, Davis foi condenado à pena capital após um processo repleto de vícios judiciais que apresentaram dúvidas sólidas sobre a inocência do culpado.
Apresentado por seus defensores como o exemplo do negro condenado injustamente, Troy Davis recebeu o apoio de personalidades como o ex-presidente americano Jimmy Carter, o papa Bento XVI ou a atriz Susan Sarandon e centenas de manifestações pedindo o indulto foram realizadas em todo o mundo.
Durante o processo, nove testemunhas do assassinato cometido em 1989 indicaram Troy Davis como o autor do tiro, mas a arma do crime nunca foi encontrada e nenhuma prova digital ou traço de DNA foi revelado. Depois, sete testemunhas se retrataram, mas isso não foi suficiente para convencer a justiça de rever seu veredicto.
21/09/2011 20h53 - Atualizado em 21/09/2011 21h03
Justiça adia execução de Troy Davis, dizem TVs americanas
Recurso a menos de 2 h da execução adiou sentença marcada para as 20h.
Julgamento polêmico condenou homem pela morte de um policial em 1989.
A execução da pena de morte por injeção do americano Troy Davis, inicialmente marcada para as 19h desta quarta-feira (21) no estado americano da Geórgia (20h em Brasília), foi adiada poucos minutos antes do prazo final, segundo informaram TVs americanas.
A notícia foi veiculada pelos canais CNN e MSNBC, que não informaram para quando a sentença teria sido adiada. Centenas de manifestantes que aguardavam do lado de fora do presídio de Jackson comemoraram a decisão.
A Corte Superior do Condado da Geórgia, no sudeste dos Estados Unidos, havia rejeitado no mesmo dia o recurso apresentado pelocondenado à morte Troy Davis. Um dos advogados do homem anunciou em seguida que entrou com recurso no Supremo Tribunal dos Estados Unidos, 90 minutos antes do horário previsto para a execução.
Os dois recursos apresentados à Corte Suprema da Geórgia haviam sido negados, segundo documentos judiciais.
O juiz Thomas Wilson "rejeitou" os recursos apresentados na manhã desta quarta, e "agora vamos apelar à Suprema Corte", disse o advogado Brian Kemmer pouco antes de anunciar que o recurso havia sido protocolado na Suprema Corte. Estava programada para as 19h locais (20h em Brasília) a injeção letal em Troy Davis, condenado à morte em 1991 pelo assassinato de um policial.

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