sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Participação estudantil e comunitária movimenta Campo Grande em prol da preservação da natureza

    Parabéns a todos que se movimentaram em prol desta causa. Precisamos, cada vez mais, realizar ações coletivas que promovam o bem comum.
    As instâncias governamentais precisam ser lembradas de que são "funcionários do povo" e, que a representatividade, hoje em colapso, instrumento de um regime democrático, pressupõe participação popular.  Em pleno século XXI, não é mais possível organizar um Estado sem um modelo de democracia participativa real.  Com a pena de se estar construindo o caos social a curto prazo em detrimento da concretização de uma sociedade cada vez mais igualitária.

Vejam a matéria veiculada no sitio R7:




          Estudantes e moradores do bairro de Campo Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro, realizaram na manhã desta sexta-feira (17) mais uma manifestação pedindo a não retirada de duas árvores centenárias pela obra de duplicação da avenida Cesário de Mello. A via servirá ao corredor de ônibus Transoeste, que liga Santa Cruz à Barra da Tijuca e foi inaugurado em 6 de junho.

          Após enrolarem as árvores com plástico preto e realizarem uma passeata no bairro, a árvore foi coberta com vários desenhos feitos por crianças e pedidos para que não sejam cortadas. Os manifestantes informaram que também planejam realizar uma nova passeata pelas ruas do bairro.

          Para Welington Domingues, administrador do colégio Nossa Senhora do Rosário, situado em frente às árvores, o corte não irá causar só uma perda ecológica e visual, mas também histórica.

— Ficamos muito tristes. Conversei com os engenheiros que estão gerenciando a obra no bairro e eles falaram que faz parte do progresso, mas nesta época em que se luta tanto por sustentabilidade e se busca consciência ecológica, acho triste derrubarem duas árvores centenárias que embelezam o lugar.
A empresária Rita de Cássia Filgueiras, moradora de um prédio vizinho, defende que a prefeitura crie alternativas para preservar a natureza e o patrimônio histórico da região.

— Estou inconformada. Acho que poderiam buscar alternativas para não termos uma perda tão grande como essa. Vamos lutar até o fim!

          Apesar da mobilização, o poder público ainda não se sensibilizou. De acordo com a Secretaria Municipal de Obras, a derrubada das árvores será necessária para realizar a obra de alargamento da Cesário de Mello. Operários só aguardam autorização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente para botarem as árvores abaixo.

Movimento popular salvou Cine Vaz Lobo

         Em outro ponto do Rio, o amor pelo bairro e pela cultura resultou em uma mobilização semelhante, mas com final feliz, pelo menos por enquanto: grupo de moradores de Vaz Lobo, na zona norte, alterou uma das principais obras da prefeitura para a Olimpíada de 2016: a Transcarioca. Eles evitaram a demolição do centenário Cine Vaz Lobo, que estava no caminho do corredor expresso de ônibus.

          Até agora seria o único caso de modificação de um projeto público de obras no Rio por conta de um movimento da sociedade civil. O que falta é realizar o sonho de restaurar o cinema, inaugurado na primeira metade do século passado e fechado há 30 anos, para transformá-lo em centro cultural.


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